domingo, janeiro 04, 2004

Bilhete de Identidade I

Uma das coisas que me deixa curiosa quando passeio pelos blogs é conhecer um pouco mais sobre as pessoas que os escrevem. Porquê? Não sei explicar racionalmente. Não deveria fazer qualquer diferença saber se é escrito por homem ou mulher, por criança a entrar na puberdade ou por adulto com larga experiência de vida. As palavras deveriam valer por si só.
Mas apesar disso continuo a ter curiosidade, se não em todos, mas em alguns pelo menos, naqueles que de alguma forma me tocam.
E cometo o mesmo erro em relação a mim, não me apresentei minimamente. Tenho que preparar uma apresentação condigna, por isso fica para outro dia, de maior inspiração.

Hoje apanhei um blog com bilhete de identidade completo, feito com graça, sim senhor.
Quem quiser saber quem é Binoc, vá aqui.

E as mulheres?

A propósito do meu ultimo post, colocaram-me a seguinte pergunta:

    “Será que é válido para as mulheres também?
    Ou será que elas têm de olhar para homens em tronco nu?”


E eu não tenho respostas. Não conduzi nenhum estudo de 5 anos de duração como o anterior e só posso usar a minha própria experiência. E a minha experiência diz-me que é preciso bem mais (ou bem menos) que um tronco bem feito para me alterar o ritmo cardíaco, para me colocar a fazer exercícios respiratórios. Mas esta é a minha experiência, e a das outras mulheres, qual será?
Por isso aqui fica iniciado o estudo!

Meninas
A foto abaixo é do vosso agrado, e sendo, tem algum efeito na vossa pulsação?
Respostas nos comentários, ou por E-mail:putadevida_blog@hotmail.com, se pretenderem não divulgar publicamente a vossa opinião!
Eu vou pondo aqui as estatísticas.
Por favor, colaborem!


vodka1.jpg

sábado, janeiro 03, 2004

Boas Notícias! Ou boas desculpas!

Olhar para o peito das mulheres é bom para os homens (até aqui, nada de novo) e faz com que vivam mais (aí sim, está a NUticia), segundo revela um estudo alemão..
Dez minutos a olhar para peitos femininos, bonitos e bem feitos, tem o mesmo beneficio que cerca de meia hora de exercício no ginásio. Regula a pressão sanguínea, ajuda a circulação, e sabe-se lá que mais. Se for uma actividade regular, pode aumentar a esperança de vida em cerca de 4 ou 5 anos!


4medicalreasonsdear.gif

Por isso, quando virem um amigo ou companheiro, de olhos fitos no monitor do computador, não coloquem em dúvida a sua saúde mental, se ele vos disser que está a fazer exercício físico, que está a velar pela sua saúde.

É verdade, a mais pura das verdades, provavelmente está a ver o site onde eu fui desviar esta foto para ilustrar o post.


Foto de Curtis Neeley

My daily cartoon

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Um sorriso na minha caixa de correio todos os dias.
Também quer um?

Strip tease

Resolvi despir o blog do seu ar natalício.

O gato e o rato



Adoro gatos, principalmente gatinhos fofos como este.
Encontrei esta imagem num blog e não resisti a colocá-la aqui.

sexta-feira, janeiro 02, 2004

Anaïs Nin - O sexo...

"Prezado coleccionador:

Detestamo-lo. O sexo perde todo o seu poder, toda a sua magia, quando se torna explícito, abusivo, quando se torna mecanicamente obcecante. Passa a ser enfadonho.

Nunca conheci pessoa que melhor provasse o erro que é não se lhe juntar a emoção, a fome, o desejo, a luxúria, os caprichos, as manias, os laços pessoais, relações mais profundas, que lhe mudam a cor, o perfume, os ritmos, a intensidade.

Nem o senhor sabe o quanto perde com esse seu exame microscópico da actividade sexual e a exclusão dos outros aspectos, que são o combustível que a faz atear. Intelectual, imaginativo, romântico, emocional. Eis o que dá ao sexo as suas surpreendentes texturas, as mudanças subtis, os elementos afrodisíacos. O senhor restringe o seu mundo de sensações. Disseca-o, definha-o, tira-lhe o sangue.

Se o senhor alimentasse a sua vida sexual com todas as aventuras e excitações que o amor instila a sensualidade, seria o homem mais poderoso do mundo. A fonte da potência sexual é a curiosidade, é a paixão. O que o senhor vê é sua débil chama a morrer de asfixia. O sexo não pode medrar na monotonia. Sem invenções, humores, sentimentos, não há surpresa na cama. O sexo deve ter à mistura lágrimas, riso, palavras, promessas, cenas, ciúme, inveja, todos os condimentos do medo, viagens ao estrangeiro, novas caras, romances, historias, sonhos, fantasias, musica, dança, ópio, vinho. O que o senhor perde com esse periscópio na ponta do sexo, quando podia gozar de um harém de maravilhas várias e jamais repetidas! Não há dois cabelos iguais; mas o senhor não quer que desperdicemos palavras a descrever uns cabelos. Não há dois cheiros iguais; porém, se nós nos detemos com isso, o senhor exclama: "Suprimam a poesia." Não há duas peles de igual textura; nunca é a mesma luz, a mesma temperatura, as mesmas sombras, nunca são os mesmos gestos; porque um amante, quando animado do verdadeiro amor, é capaz de vencer séculos e séculos de ciência amorosa. Quantas mudanças de tempo, quantas variações de maturidade e de inocência, de arte e de perversidade...

Discutimos até à exaustão para saber como seria o senhor. Se fechou os sentidos à seda, à luz, à cor, ao cheiro, ao carácter, ao temperamento, deve estar nesta altura totalmente empedernido. Há tantos sentidos menores que se lançam como afluentes no rio do sexo!

Só o bater em uníssono do sexo e do coração pode provocar o êxtase.»

Anaïs Nin, 1941


Lembrei-me desta carta de Anaïs Nin ao ler este post da Gotika, carta escrita numa altura, em que por necessidades económicas, ela e alguns escritores amigos escreviam contos eróticos a um dólar a página, para um coleccionador.
Porque é que as pessoas gostam de ler cenas de sexo, perguntava a Gotika. Porque é que a palavra sexo é uma das mais procuradas no google?

Às vezes acho que não é sonho, mas o sexo que comanda a vida!

quarta-feira, dezembro 31, 2003

Ano Novo

Dezembro de 2001

Um ano novo está sempre cheio de novos propósitos, como se o mudar de folhas do calendário fosse mudar efectivamente algo em nós. Mas não é só o novo ano que nos faz acalentar a esperança que vamos conseguir ser diferentes, fazer as coisas de modo diferente. Qualquer mudança na nossa vida, ou mesmo nos nossos pertences, pode ter também esse condão. Uma mudança de casa, um armário novo, um computador novo são coisas que me fazem pensar, por algum tempo, que vou conseguir organizar melhor as minhas coisas, (melhor dizendo, as minhas tralhas) e consequentemente a minha vida.

Normalmente a desilusão é rápida e garantida. Os velhos hábitos mantém-se mesmo nos novos espaços, as tentativas de mudança ficam-se por isso mesmo, tentativas, mas sem qualquer efeito prático.
Mas eu não sou verdadeiramente desorganizada! Pensando bem, também não sou verdadeiramente organizada. É algo um pouco difícil de explicar, sou mesmo bastante organizada em certos aspectos, parcelares, mas tenho geralmente tudo um pouco desarrumado.
Quando arrumo alguma coisa sou bastante organizada e meticulosa no modo como o faço, separando, etiquetando. Contudo, como tal comportamento, por um lado determina grandes dispêndios de tempo, e por outro lado, tarefas demoradas que rapidamente se tornam enfadonhas, vejo frequentemente os trabalhos ficarem pela metade, restando um caos maior do que inicialmente tinha.

“Tudo o que faço ou medito
fica sempre pela metade,
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.”

Fernando Pessoa

..............................................
Dois anos passados, o que é que a vida me ensinou?
Que mais válida que os propósitos de mudança, voluntariosos e afirmativos, é a mudança que se insinua, que se vai instalando, que vai alterando os hábitos, pouco a pouco, dando tempo à consolidação dos mesmos.

Mais importante do que dizer, ou vou fazer, é olhar e poder dizer, eu já fiz, eu estou fazendo.

E é isso que eu vos desejo para 2004, Um Ano de Concretizações.

FELIZ ANO NOVO

Lá ando eu outra vez perdida ...

Lá ando eu outra vez perdida de blog em blog.
Em busca do Santo Graal eu parti, para me descobrir sem pénis, nem inveja . Vale a pena a visita.

Encontros breves, mas perfeitos. Enamoramento como risco. Os limites como desafios a transgredir. Basicamente não é preciso ser um crânio para ver neste jogo fantasia e sedução q.b.. E nem todos temos a matéria volátil que há no corpo de um trapezista para desafiar sem medo as leis da gravidade...”

“Em certas letras cabem palavras inteiras - e as coisas que as palavras querem dizer. Letras assim são imagens em movimento. «M» lembra a flor de Edelweiss e a Julie Andrews num rodopio de valsa austríaca distribuindo sorrisos e música no coração. Montanhas de alegria. Montanhas de felicidade. Montanhas de confiança na bondade dos homens.”

terça-feira, dezembro 30, 2003

Nada como um bom vinho...

para ficar com uma perspectiva diferente da vida.

Tambores

Vivo como se estivesse escutando outra música,
como se o meu ritmo fosse o de tambores distantes
que se propagam numa outra dimensão.
Todos os meus movimentos são deslocados,
minhas acções imprecisas.
Busco continuamente outra realidade que me fará reviver de novo.
Renascerei das minhas cinzas no fim de cada dia.

1990/03/30

Conflito de Gerações

”Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:

1) "Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus."

2) "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível."

3) "Nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe."

4) "Esta juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."

Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases. Então, revelou a origem delas:

A primeira é de Sócrates (470-399 a.C.)
A segunda é de Hesíodo (720 a.C.)
A terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.
E a quarta estava escrita em um vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilónia e tem mais de 4000 anos de existência.”


Este texto circula pela Internet, não sei a origem nem posso provar a veracidade das afirmações. Mas uma coisa sinto que é verdade, que o conflito de gerações sempre existiu e existirá, e será quanto mais forte quanto as pessoas se mantiverem apegadas a um tempo, a um lugar, a um modo de estar na vida, a ideias, a conceitos, a preconceitos …
E este “conflito de gerações”, tantas vezes se dá intra-geração, isto é, pequenas diferenças de idades e grandes clivagens.
O conflito de gerações tem no reverso da medalha a necessidade que o indivíduo geralmente tem de pertencer a um grupo, de pertencer a algo maior que ele próprio.
Umas vezes esse grupo é identificado não pelo que é mas pelo que não é, pelas coisas com as quais não concorda, isto é, por negação e não por afirmação.
Outras vezes é identificado pelo aspecto e não pelas ideias.
Acho que nunca me inseri verdadeiramente em grupo nenhum, sempre fiz ligações transversais entre grupos.
Conflitos de gerações acho que os senti fortemente no final da adolescência mas nessa altura a vida encarregou-se de, rapidamente, me fazer parte de mais do que uma geração.

segunda-feira, dezembro 29, 2003

PS. Beijos

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Para o JK

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Que no próximo ano consigas melhorar tudo o que consideraste menos bom este ano. E o que foi bom, se não o conseguires exceder, pelo menos o mantenhas.
E relax … a vida é para ser apreciada!

domingo, dezembro 28, 2003

Expresso

Expresso deste fim-de-semana, caderno de programação, uma foto e uma legenda.
Até aqui nada fora do comum não fora a legenda não coincidir com a foto.
A foto refere-se ao Paço dos Duques de Bragança em Barcelos, na legenda aparece a cidade de Guimarães.
E podia ser só um caso de legenda trocada, mas não parece o caso, uma vez que nas duas cidades existem Paços dos Duques de Bragança.
O de Barcelos, em ruína tal como se pode ver na foto do jornal, o de Guimarães, reconstruído, como podem ver na segunda imagem.
Desculpem, mas não parece gralha na composição, parece ser sim, erro de identificação.

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Qual é o teu nome Star Wars?

Parece que o George Lucas utilizou uma fórmula para criar todos aquelas nomes esquisitos que aparecem no Star Wars trilogy e Phantom Menace (Jar-jar Binks, ObiWan etc). Descobre o teu nome Star Wars, seguindo os passos em baixo:

O teu primeiro nome Star Wars
1: Escreve as 3 primeiras letras do teu apelido.
2: Acrescenta-lhe as 2 primeiras letras do teu primeiro nome.

O teu apelido Star Wars
1: Escreve as 2 primeiras letras do nome da tua mãe.
2: Acrescenta-lhe 3 primeiras letras da cidade onde nasceste.

O meu é
VALMA MABAR
(até parece nome de gente!)

sábado, dezembro 27, 2003

Acho que vai ser mais um...

Acho que vai ser mais um para a ronda diária.
Ainda tenho dele muita coisa antiga a percorrer, mas para isso é preciso tempo, que os textos são muitos e bons.
BLOGUICES
Melhor definição do que a do seu voto de natal ainda não encontrei …

“Sou simples nos sentimentos.
Quando gosto, é para sempre.
Pessoas que passaram na minha vida são sempre inesquecíveis.
Lembro com muito afecto aqueles que já se foram, pensando só nos momentos felizes.
E o que me acalenta é que os amigos de hoje, mesmo a alguma distância, estão sempre ao alcance dum clique.”
Eduardo

Mimados

Ao descobrir este blog chamado desenhos animados e jogos lembrei-me de um texto que escrevi em que também falava deles.
Acho que hoje estou com disposição de regressar à infância.

(…) para mim a situação mais engraçada de arranjar um outro nome para uma coisa e fazer o seu uso sistematicamente, foi o caso dos desenhos animados.

Os desenhos animados eram os "mimados". Quando a minha irmã nasceu também começou a ver "mimados". Às vezes ecoava em casa um grito de guerra em tom agudo "Mimados", largávamos o que estivéssemos a fazer e corríamos escadas acima para nos "plantarmos" em frente da televisão.

Quando o meu irmão nasceu, já tinha eu quase 11 anos, tornou-se o número 3 do clube dos "mimados". E a palavra “mimados” era tão natural que nem me questionava sobre a correcção do seu uso, apesar de saber perfeitamente qual a sua designação correcta.

Foi já após o nascimento da minha filha, quando ela começou a falar, e a conviver desde cedo com outras crianças no colégio (que não pertenciam ao clube dos mimados), foi nessa altura que eu tive de finalmente abandonar um dos últimos bastiões da minha linguagem infantil.

Um dia a minha filha voltou-se para mim e disse-me:

"Mãe, tu não sabes falar, é desenhos animados que se diz!"

E eu nessa altura contei-lhe a história dos "mimados”, mas a partir de então abandonei o termo.
(…) 22-9-1995

O termo infantil que ainda não abandonei é o nome com que designava a minha avó, e esse nunca será abandonado.

Quem se lembra?

Descobri o link aqui (o seu a seu dono, claro!) e não resisti.

Quem se lembra de O Sítio do Pica-pau Amarelo?

Marmelada de banana
Bananada de goiaba
Goiabada de marmelo
Sítio do Pica-pau Amarelo (bis)
Boneca de pano é gente
Sabugo de milho é gente
O sol nascente é tão belo
Sítio do Pica-pau Amarelo (bis)
Rios de prata piratas
Vôo sideral na mata
Universo paralelo
Sítio do Pica-pau Amarelo (bis)
No país da fantasia
Num estado de euforia
Cidade Polichinelo
Sítio do Pica-pau Amarelo (bis)


Vamos ver se a dica que tinha na página faz com que se ouça a música!


Gilberto Gil - O Sítio Do Pica-Pau Amarelo

THE PEOPLE THAT YOU NEVER GET TO LOVE

(Rupert Holmes)

You're browsing through a second hand bookstore
And you see her in non-fiction V through Y
She looks up from World War Two
And then you catch her catching you catching her eye.
And you quickly turn away your wishful stare
And take a sudden interest in your shoes
If you only had the courage, but you don't
She turns and leaves and you both lose.

And you think about
The people that you never get to love.
It's not as if you even have the chance.
So many worth a second life
But rarely do you get a second glance
Until fate cuts in on your dance.

And you'll see her on a train that you've just missed.
At a bus stop where your bus will never stop.
Or in a passing Buick when you've been pulled over by a traffic cop.
Or you'll share an elevator, just you two
And you'll rise in solemn silence to your floor.
Like the fool you are you get off
And she leaves your life behind a closing door.

And you think about
The people that you never get to love
The poem you intended to begin
The saddest words that anyone has ever said
Are "Lord what might have been"
But no one said you get to win.

Still you're never gonna miss what you don't know
And you don't know who you'll meet at half past three
It could be a total stranger who looks something just exactly much like me.

One of the people that you never get to love
One of the people that you never get to love
The people that you never get to love.



“Descobri uma música, melhor dizendo, ouvi-a de forma diferente, e senti-me levada por ela.
Um jazz bem íntimo, um poema bonito e uma empatia muito grande.
Acho que pelo menos durante algum tempo será a minha música.
"The people that you never get to love" Susannah McCorkle
Fala daqueles com quem nos cruzamos, mas que nunca chegamos a conhecer, nunca chegamos a amar.
Ligações fortes e efémeras como o cruzar de um olhar, um sorriso, um sonho.
Como as palavras que se trocam, confidencias, partilhas, como as almas que se tocam à distância que a tecnologia nos permite.
Acho que a música e o sol me puseram assim, sonhadora, sensível... querendo abarcar o mundo todo.”

5-12-2002


Quantas vezes conseguimos fazer a reconstituição do que foram momentos e disposições da nossa vida em função de determinadas músicas, escutadas na altura, e que quando recordadas têm o dom de nos transportar no tempo, literalmente, com todos os pequenos detalhes.
Lembro-me que a primeira vez que escutei com atenção a letra desta música estava no carro, num dia de Outono frio, mas solarengo, parada no parque de convidados da FEUP.
Já tinha escutado a música antes, mas sempre com a cabeça ocupada por muitas outras coisas, de tal forma que a letra era algo que servia unicamente de suporte à melodia. O cérebro não se dava ao trabalho de descodificar os sons em palavras e as palavras em sentidos.
Nesse dia, talvez porque estava a fazer horas para que a conferência fosse reiniciada, ou talvez porque o sol que batia no carro e aquecia o interior convidasse a ouvir, a escutar, a esvaziar a cabeça e a sentir, talvez por isso tudo, ou por qualquer outra coisa, apercebi-me da letra.
Nesse dia essa mesma música foi escutada repetidamente até que a letra já era sabida quase de cor.
E a primeira impressão, passada para o bloco de apontamentos que carregava na altura, revelou-se correcta, foi efectivamente a minha música durante muito tempo.
Hoje? Continuo a adorar a música, mas o toque é já diferente, eu estou diferente, passou um ano e como se costuma dizer, muita água debaixo da ponte.
Acho que passou um oceano inteiro nesta ponte de um ano de comprimento.


sexta-feira, dezembro 26, 2003

You're so vain, you probably think …

You walked into the party like you were walking onto a yacht
Your hat strategically dipped below one eye
Your scarf it was apricot
You had one eye in the mirror as you watched yourself gavotte
And all the girls dreamed that they'd be your partner
They'd be your partner, and....

You're so vain, you probably think this song is about you
You're so vain, I'll bet you think this song is about you
Don't you? Don't you?


You had me several years ago when I was still quite naive
Well you said that we made such a pretty pair
and that you would never leave

But you gave away the things you loved and one of them was me
I had some dreams they were clouds in my coffee, clouds in my coffee and....

You're so vain, you probably think this song is about you.....

Well I hear you went up to Saratoga and your horse naturally won
Then you flew your Lear jet up to Nova Scotia to see the total eclipse of the sun
Well, you're where you should be all of the time
And when you're not you're with
Some underworld spy or the wife of a close friend
Wife of a close friend, and....

You're so vain, you probably think this POST is about you.....

Carly Simon


I’m so vain …
Às vezes não vos parece, quando se cruzam com determinado post, que ele vos é dirigido de alguma forma?

Para lá do Natal

Depois de uma pausa programada no blog, (ao contrário de todas as anteriores que sempre foram constatadas à posteriori), retomar a actividade parece quase um segundo nascimento.
Acho que deve ser da quadra esta sensação de que tudo na natureza começa novos ciclos.
Foi o Inverno que começou há poucos dias, o Natal que celebra o nascimento de um menino, de uma religião, de uma forma de estar na vida, o novo ano que se avizinha.
Novos propósitos que se assumem, desejos efectivos de mudança, novas aquisições…

Passei parte da tarde passeando de blog em blog, pensando que queria escrever algo, mas ao mesmo tempo, deixando pela metade tudo o que iniciava, porque achava que este post não deveria ser só mais um post. E assim continuei no meu passeio por blogs, percorrendo os meus links, e os links dos meus links, como quem percorre com os dedos os galhos de uma árvore, os braços até aos dedos da mão.

Alguns blogs começam a retomar a actividade, outros mantém-se em descanso natalício. Há quem não tenha tido direito a descanso nesta quadra e tenha aproveitado pausas de trabalho para mais um post, há os que não resistiram ao afastamento e madrugada dentro, ainda ao som das vozes em conversas de família, tenham ligado o computador para uma pequena espreitadela e comentário.
As vezes temos a sensação que a verdadeira vida não é a que se passa lá fora, mas a que se passa dentro deste mundo, desta comunidade em que a comunicação é pedra de toque.
Quantas vezes, quando por necessidade ou vontade, passo um dia ser ver o e-mail, sem entrar na net, sem fazer as visitas habituais aos blogs, sem comentar nem ler comentários, sinto que ando vendada, sinto que fiquei encerrada em casa, de janelas fechadas e cortinas corridas enquanto a vida decorria lá fora. Mas lá fora andei eu o dia todo, e contudo sinto falta da vida que decorre neste mundo de impulsos eléctricos. Sinto falta, mas mais do que falta é a curiosidade, é a vontade de ser surpreendia por algo. Uma mensagem, um texto, uma foto, um pensamento …

Uma surpresa bem gostosa foi este texto do Pedro, do outro lado do Natal
Foi ao lê-lo que decidi que já era hora de voltar a escrever, porque precisava de dizer o quanto apreciei a estória. Ás vezes nem sei explicar porque é que determinadas coisas tocam de forma especial algo que tenho dentro de mim, só sei que este conto está cheio delas.

Nesta altura Caetano Veloso canta:
“Navegar é preciso, viver não é preciso.”
Parece quase brincadeira de palavras com tudo o que estava a escrever.

quarta-feira, dezembro 24, 2003

Finalmente NATAL

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Não, já não tenho a ansiedade que tinha em criança pelo Natal!
Já não tenho a expectativa e a curiosidade de quando a minha filha era pequena e vibrava com cada uma das prendas.

Mas de qualquer forma gosto quando ele finalmente chega.
O dia vai ser longo e confuso!
Muito trabalho a fazer, muitas coisas a coordenar.
E já sei que de alguma coisa me vou esquecer …
Alguma coisa não vai correr conforme o planeado…

Mas no final, espero divertir-me, como sempre tem sucedido.
Quantas vezes o mais divertido é o que nós não conseguimos controlar, os erros que sucedem, os percalços, as gafes … as escorregadelas, a loiça que se parte, sei lá, tanta coisa …
Eu gosto da surpresa.

Um Bom Natal para TODOS

(este blog entra em período de reflexão e de digestão natalícios. Vou-me dedicar ao bolo rei, à aletria, às batatinhas, ao bacalhau e, muito mais importante, à família e aos amigos.)

All night long ...

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terça-feira, dezembro 23, 2003

What Type of Soul Do You Have ?

Artistic
You are naturally born with a gift, whether it be
poetry, writing or song. You love beauty and
creativity, and usually are highly intelligent.
Others view you as mysterious and dreamy, yet
also bold since you hold firm in your beliefs.


What Type of Soul Do You Have ?
brought to you by Quizilla

Coisas a fazer - update

Notas a reter

Ler as receitas com antecedência
Fazer listas de ingredientes antes de me propor a fazer cozinhados
Verificar se tenho tudo em casa e dentro do prazo de validade
Fazer isso com tempo para se não tiver em casa alguma coisa ainda poder ir às compras a um local que me agrade.

O que se passou?

Pudim – faltava o caramelo para barrar a forma. Tinha sido atacado pelas formigas numa das suas ultimas incursões pela cozinha e ido para o lixo. Já não me lembrava.

Aletria e leite-creme - os limões que existiam cá em casa já não se encontravam em condições de serem usados. Lixo com eles.

Tarte de maracujá – a validade do leite condensado já expirou há uns meses, para não falar que só tenho gelatina de outros frutos em casa.

Resultado

Não tive outra opção que depois de jantar ir ao supermercado cá da zona, de que não gosto, 10 minutos antes dele fechar. Não havia limões, não havia gelatina neutra nem de maracujá, tive de improvisar.
Depois conto os estragos feitos :)

Conto de fadas

”Era uma vez um casal que fazia bodas de prata e estava também celebrando seus 50 anos de idade.
Durante a celebração, apareceu uma fada e lhes disse:
- Como prémio por terem sido um casal exemplar durante 25 anos, concederei um desejo a cada um de vocês!
- Quero viajar ao redor do mundo com o meu querido marido - pediu a mulher.
A fada moveu a varinha e... zás!
As passagens apareceram nas mãos da senhora.
Em seguida, foi a vez do marido. Ele pensou um momento e disse:
- Bem, esse clima está muito romântico, mas uma chance dessas só se tem uma vez na vida. Então... bom, desculpe, benzinho - disse, olhando para a esposa ¿ mas, meu desejo é ter uma mulher 30 anos mais jovem do que eu!
A fada fica chocada, mas pedido é pedido: então faz um círculo com a varinha e... zzzzzzzzás!
E... o homem ficou com 85 anos!

Moral da história:
Se alguns homens são sacanas, as fadas madrinhas são mulheres!”

Li esta anedota aqui e achei graça.


Maracujá

Será que não existe nenhuma receita de maracujá que não leve gelatina ou leite condensado?

Encontrei uma muce de maracujá que leva leite condençado … não estou a inventar, podem ver aqui
http://vovozinha.matrix.com.br/forum/index.php3?more=78
e aqui
http://vovozinha.matrix.com.br/forum/read.php3?id=83

Coisas a fazer

Este ano não vou ao Natal, o Natal é que vem ter comigo

Lista de coisas a fazer:

Fazer uma tarte de maracujá
(nota: procurar na Internet receita de tarte de maracujá que não leve gelatina, não comprei e não me apetece ir para a confusão)
PS. Se tiverem. Mandem por email, pleeeaase!
PPS Não tem nada a ver com tradição, é que encontrei uma lata de polpa de maracujá e quero experimentar.

Fazer leite-creme
(nota: telefonar a pedir emprestada a pá de queimar o creme, a que tinha não era compatível com fogão vitro-cerâmica.)
Fazer aletria
(acho que para isto já tenho tudo)
Fazer pudim
etc...


Vamos ver se não me esqueço de nada.