domingo, novembro 30, 2003

Ver … Viver

V E R
A vida
As pessoas
As formas
É um detalhe

Mas...

V I V E R
De bem com A vida
Amando As pessoas
De todas As formas
É um detalhe que faz toda a diferença!


Um pps (Download file) que eu achei muito fixe.

Existe uma grande diferença entre ver e viver, entre olhar e participar.
E muitas vezes deixamo-nos ficar pela comodidade de sermos espectadores da nossa própria vida.

As coisas boas da vida II

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sábado, novembro 29, 2003

Forma de Inocência

E este é para o Quiz
obrigada pela visita!

Hei-de morrer inocente
exactamente
como nasci.
Sem nunca ter descoberto
o que há de falso ou de certo
no que vi.

Entre mim e a Evidência
paira uma névoa cinzenta.
Uma forma de inocência,
que apoquenta.

Mais que apoquenta:
enregela
como um gume
vertical.
E uma espécie de ciúme
de não poder ver igual

Antonio Gedeão

Afinal quem fui eu numa vida anterior.

Your past life diagnosis:

I don't know how you feel about it, but you were female in your last earthly incarnation. You were born somewhere in the territory of modern Oceania around the year 1150. Your profession was that of a teacher, mathematician or geologist.

Your brief psychological profile in your past life:
Such people are always involved with all new. You have always loved changes, especially in art, music, cooking.

The lesson that your last past life brought to your present incarnation:
Your lesson is to learn discretion and moderation and then to teach others to do the same. Your life will be happier if you help those who lack reasoning.

Do you remember now?

Façam o teste aqui e não se espantem com os resultados … nem o autor acredita neles.

Pré-adolescente…

O João perguntou-me se sou pré-adolescente.
Claro que sou, a criança que me acompanha desde sempre não arreda pé por mais que lhe digam que já era tempo de me ter abandonado. Não sei se é ela que me acompanha se sou eu que a carrego a ela, acho que é por dias … somos dois membros que se apoiam mutuamente e que sincronizam movimentos … e sentimentos.

A minha experiência serve-se da inocência dela.
A minha experiência nasce da experiência dela.
Em mim tenho a criança de tenra idade que descobria o mundo pela primeira vez.
Tenho a adolescente idealista que achava que iria mudar o mundo, que iria fazer a diferença.
Em algum canto permanece a jovem que se apercebeu que a maior parte dos sonhos podem ser roubados num segundo.
E a adulta que sabe que quando nos roubam os sonhos só temos que lutar para os conquistar de volta ou então construir novos sonhos. Nunca devemos baixar os braços e chorar em cima dos sonhos destroçados.

Enquanto escrevia estas linhas martelavam na minha cabeça alguns versos de uma música, de um grupo especial para mim - Magna Carta.

"It was said of them, in older times
That the child is the father of the man,
and, yet, in growing, know not the man, and of the man's ways.
He watches the aged ones, old and seemly wise and wonders, could he ever grow to be such as they...."


Envelhecer é quase uma relação parental.

Coliseu do Porto

Corrigindo....

Informações Gerais
Lotação máxima 3.500 lugares.
Podem saber mais coisas sobre o Coliseu aqui>

Sou capaz de ir aí pelo Natal

Sou capaz de ir aí pelo Natal.

E assim acabou, pensei eu, quando o palco de novo ficou vazio.

Mas estava enganada, e mais uma vez voltaram, para ainda mais um quarto de hora de Coliseu ao rubro. No total, apesar de me parecer menos tempo, foram cerca de duas horas de espectáculo.

Lugares vazios não parecia haver nenhum, desde da plateia até ao bem elevado “galinheiro”. A forma do edifício, em arena, a perspectiva que se tem de qualquer ponto sobre a totalidade do espaço, sobre a grande quantidade de pessoas que vibravam ao mesmo tempo, em sintonia, o grande volume livre central … tudo garante um encanto ainda maior.

A acústica tem alguns problemas, já todos sabemos, mas facilmente esquecemos perante a magia de certos eventos. Bastava olhar os rostos que nos circundavam e ver os olhos brilhantes, os rostos sorridentes para perceber que também eles estavam conquistados, rendidos ao prazer de ver músicos que se divertem na companhia um dos outros, que partilham uma amizade, como dizia o Vitorino, ou um copo de vinho, como fizeram questão de mostrar.

Não sei fazer reportagens, contar pormenores, tomar nota de alinhamentos de músicas. Só vos posso dar notícia do que senti e foi soberbo, sem dúvida, e acho que era a sensação geral. E alem de mais o sentido de fazer parte de algo, como se as musicas fossem de todos nós e fossemos todos amigos que se juntam para divertir. Em certas alturas as músicas já não eram cantadas no palco, mas sim por toda a gente … imaginem o que é 3800 pessoas (acho que é essa a lotação do Coliseu do Porto) cantando em uníssono …

Sou capaz de ir aí pelo Natal.

Não vieram no Natal, vieram um mês antes, mas se quiserem voltar no Natal, serão com toda a certeza bem-vindos.

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sexta-feira, novembro 28, 2003

I’m addicted to blogs

Já não tenho dúvidas, estou viciada em blogs.
Fiz o teste aqui e o diagnóstico foi conclusivo.
Só faltava seguir a terapia recomendada, inscrever-me num grupo de ajuda que me ajudasse a ultrapassar o meu problema … lidar com ele da melhor forma, trocar experiências com quem padece do mesmo mal.
E como paciente obediente lá fui, mandei email a pedir permissão para entrar, que tenho hábito de primeiro bater à porta.
E fui aceite :)

Mas de uma coisa estou certa.

NÃO QUERO SER CURADA!
NÃO QUERO QUE ME LIBERTEM DO VÍCIO.



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Cabeças no ar

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"Cá estão os cromos outra vez em cima do palco!" Rui Veloso

Hoje à noite vou ao Coliseu ver os “cromos”.

Compras de Natal

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Já fizeram a vossa lista de compras?

quinta-feira, novembro 27, 2003

Liberdade de escolha, divagando à volta do tema.

Reagindo ao retardador, não por falta de vontade mas por falta de tempo.
E mais ao retardador parece tendo em conta o ritmo assimétrico de post nos dois blogs.
No meu blog, o post de referência está ainda ao virar da esquina enquanto no +/- Virgem já está lá ao fundo da avenida.

Recordando…
(…)
Mas também acho que existem níveis diferentes de virgindade, e nem sempre a mais problemática de ser abandonada é a virgindade física.
Psicologicamente, muitas mulheres ficam virgens vidas inteiras, outras precisam de décadas para que o hímen mental se rompa e elas finalmente se entreguem sem receios a uma sexualidade que deveria ser natural.

---
(…) "o entregar-se "sem receios a uma sexualidade que deveria ser natural"... Estremeço um bocadinho. Estremeço porque (não sei se é o caso) muitas vezes se parte do princípio que é aquilo que é natural é ter vida sexual activa, mesmo que não haja paixão, mesmo que não haja amor. "(…)

Quando falava numa sexualidade que deveria ser natural, não me referia ao facto de ter vida sexual activa ou não, mas sim ao modo como devemos encarar o nosso próprio corpo, o nosso desejo, e a forma como nos relacionamos com os outros, com os sentimentos e com os sentidos.
Referia-me sim a tabus que tolhem a liberdade de escolha, a educações que foram restritivas e que condicionaram a forma de estar posterior.
Para mim é uma opção tão natural ter uma vida sexual como permanecer à espera de alguém especial, ou nem estar à espera, simplesmente decidir que existem outras coisas a que nos queremos entregar e que o sexo não faz parte delas.

E acho que é uma decisão tão válida ter sexo por amor, ou ter amor pelo sexo.

Importante é ter a possibilidade de decidir. E concordo, que independência económica é um passo fundamental no caminho da liberdade.
Ainda me lembro bem da expressão “enquanto viveres à minha custa fazes o que eu mando”.

Para a Ofélia …a propósito do Natal

O que é o Natal para ti? O que precisas para sentir o Natal?
A iluminação nas ruas, as lojas cheias, o frio do tempo e o rosto corado pelas horas a fio nas ruas tentando encontrar o presente ideal. Imaginar quem o vai receber, como vai reagir.
É mais fácil sentir o Natal quando existem crianças porque elas carregam-no com elas, nos olhos que brilham pensando em presentes.
O Natal tem a ver com prendas, sim, mas não pelos presentes na árvore mas sim porque o Natal devia ser o tempo em que damos um pouco de nós aos outros. Um sorriso, uma atenção, uma ajuda.
O sentir o Natal existe na minha recordação. Em cada ano acho que o sinto menos, mas quando recordo o Natal que já passou, a distância encarrega-se de lhe dar de novo o encanto e a magia do primeiro de que me lembro.
Contando pinheirinhos entre a casa dos meus avós e a minha casa, tentando enganar o sono que se instalava. O frio imenso e eu enrolada num cobertor com um saco, cheio com agua quente de um pote de ferro colocado na lareira da cozinha da minha avó. O cheiro a resina das pinhas que abriam, a mãos enfarruscadas de brincar com os pinhões. As correrias em volta da mesa enquanto toda a gente consoava. Os cheiros que se sobrepunham.
Nesta recordação não está um só natal, estão muitos Natais, tantos que já não os consigo distinguir, fica só um puzzle de imagens, que encaixam na perfeição como se o tempo não tivesse fronteiras.

quarta-feira, novembro 26, 2003

Cidade Luz

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Para ver a imagem completa aqui (View image)

Passear o cão

A chuva voltou!
O céu carregado de nuvens escurece o dia, que fica com uma luminosidade débil e triste. No carro, vendo as gotas que escorregam pelo vidro, sinto-me protegida.
Lá fora, envolta numa gabardina, numa mão segurando guarda-chuva, na outra segurando trela, uma mulher passeia o seu cão. Hábito matinal, eu sei, que já a vi várias vezes em dias mais bonitos e mais agradáveis do que o de hoje.
O tempo de certeza não convida, mas ter um cão significa ter de abdicar da comodidade pela companhia.
Como tantas outras coisas … pensando bem.

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terça-feira, novembro 25, 2003

As coisas boas da vida...

Não costumo nem fazer post nem comentar emails, mas hoje abro uma excepção. Razão? Apetece-me simplesmente.
No mail diziam para reflectir sobre cada ponto antes de passar ao seguinte, que isso me faria sentir bem. E assim fiz.

1. Apaixonar-se.
Sim, definitivamente é uma das coisas boas da vida, a paixão que nasce, que se desenvolve, ter espaço e tempo para apreciar esse estado de exaltação que nos invade, o corpo que perde o peso, o rosto que se ilumina. Apaixonar-se e manter-se apaixonada, por alguém, por algo, ou simplesmente pela vida.

2. Rir tanto até que as faces doam.
Já não me lembro de assim rir. Pensando melhor, recordo sim, já lá vai tempo, mas como podia esquecer.

3. Um chuveiro quente.
Acho que prefiro uma banheira cheia de água quente, mergulhar completamente. Melhor ainda, com hidromassagem e deixar o borbulhar da agua ser o ritmo que marca os meus pensamentos.

4. Um supermercado sem filas.
Melhor ainda, não precisar de ir ao supermercado

5. Um olhar especial.
Sempre. Adoro olhos. O velho cliché do “espelho da alma” veio-me à cabeça.

6. Receber correio.
Ou email … receber noticias de quem gostamos.

7. Conduzir numa estrada linda.
E poder encostar o carro numa berma e ficar a apreciar.

8. Ouvir a nossa música preferida no rádio.
Principalmente quando não é habitual ela passar na rádio … mas nessa altura fico dividida, porque a partilha lhe pode tirar algum do encanto.

9. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
Há quanto tempo não faço isto

10. Toalhas quentes acabadas de serem brunidas.
Toalheiros aquecidos na casa de banho

11. Encontrar a camisola que se quer em saldo e a metade do preço.
E que nos sirva … e não tenha defeito.

12. Batido de chocolate (ou baunilha) (ou morango).
Em alguma coisa teria de ser diferente … não sou especialmente apreciadora de batidos. Prefiro antes o sumo natural.

13. Uma chamada de longa distância.
E que não seja eu a pagar. Gosto de falar mas não gosto de telefones, gosto mais de Olhos nos Olhos.

14. Um banho de espuma.
Já tinha falado no banho, com espuma ainda é melhor.

15. Rir baixinho.
Rir, pura e simplesmente.

16. Uma boa conversa.
Daquelas que nos enchem completamente a alma.

17. A praia.
A praia deserta, o som das ondas, as pegadas das gaivotas marcadas na areia, o brilho do sol reflectido no mar com uma intensidade tal que temos que semicerrar os olhos.

18. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
Encontrar uma nota de 20 euros …

19. Rir-se de si mesmo.
Ter a capacidade de se rir de si mesmo.

20. Chamadas à meia-noite que duram horas.
21. Correr entre os jactos de água de um aspersor.
Lavar o carro em dia de verão e acabar numa luta de mangueiras …

22. Rir por nenhuma razão especial.
Rir, pura e simplesmente.

23. Alguém que te diz que és o máximo.
Alguém que te diz que fazes diferença…

24. Rir de uma anedota que vem à memória.
Rir, pura e simplesmente.

25. Amigos.
Os amigos especiais.

26. Ouvir acidentalmente alguém dizer bem de nós.
Ficar com um sorriso de orelha a orelha e o ego inchado

27. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.
E conseguir voltar a adormecer.

28. O primeiro beijo (ou mesmo o primeiro ou o primeiro com o novo namorado).
Aquele contacto que transforma afastamento em proximidade, estranheza em intimidade.

29. Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos.
Amigos especiais

30. Brincar com um cachorrinho.
Brincar …

31. Haver alguém a mexer-te no cabelo.
E mexer no cabelo de alguém …

32. Belos sonhos.
Que não se esfumem na memória.

33. Chocolate quente.
Chocolate frio, em finos quadrados a saber a laranja …

34. Fazer-se à estrada com amigos.
Sem planos e sem destino certo, à descoberta.

35. Balancear-se num balancé.
36. Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e bebendo a bebida favorita.
37. Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos.

Letras na capa do cd para apreciar os poemas com calma

38. Ir a um bom concerto.
Este fim-de-semana vou a dois …

39. Trocar um olhar com um belo desconhecido.
;)

40. Ganhar um jogo renhido.
Vencer um desafio.

41. Fazer bolo de chocolate.
Comer o bolo de chocolate que foi feito especialmente para nós.

42. Receber de amigos biscoitos feitos em casa.
Deliciosos

43. Passar tempo com amigos íntimos.
Amigos especiais

44. Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas dos amigos.
Estar com os amigos especiais

45. Andar de mão dada com quem gostamos.
Sentir o toque quente da pele …

46. Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas (boas ou más) nunca mudam.
Saltar no tempo e recordar coisas que já nem lembrava mais…

47. Patinar sem cair.
Quem me dera…

48. Observar o contentamento de alguém que está a abrir um presente que lhe ofereceste.
Adoro comprar prendas, tentando que as mesmas sejam especiais para quem as recebe.

49. Ver o nascer do sol.
Nascer do sol, no meio do mar, brisa fria e húmida, cobertor roubado da cama e colocado sobre os ombros.

50. Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.
E deitar-se continuando a agradecer …


”Amigos são anjos que nos levantam pelos pés quando as nossas asas não se conseguem lembrar de como se voa. “

Apetecia-me um amigo agora

Outono vai a meio

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Neblina Matinal

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segunda-feira, novembro 24, 2003

Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

In Movimento Perpétuo, 1956

A António Gedeão

Rómulo de Carvalho nasceu a 24 de Novembro de 1906, se fosse vivo faria hoje anos. Mais conhecido para alguns como António Gedeão... como o poeta da Pedra Filosofal.

É um dos poemas que continuo a saber de cor, tropeçando aqui ou ali em alguma palavra decerto, que a memória prega partidas.
Fazia parte do meu livro de história da terceira classe e desde então de vez em quando recito-o, mentalmente, de mim para mim.

Porquê?
Talvez porque o sonho comanda a vida…


domingo, novembro 23, 2003

A primeira vez

Alguns relatos da primeira vez… no feminino e masculino, em brasileiro.
http://cadernodigital.uol.com.br/guiadosexo/minhaprimeiravez/default.htm

E em inglês, muito mais material, para todos os gostos
http://www.myfirsttime.com/

Mais ou menos VIRGEM

Este post é para vos falar de inaugurações.

Primeira inauguração.
Ontem coloquei no blog um campo com o endereço de email, já andava para o fazer, mas ia sempre ficando para depois.

Segunda inauguração.
Hoje recebi o meu primeiro email. Publicidade a um blog, recém-nascido mas que já esperneia que dá gosto ver. Mais ou menos virgem.

Terceira inauguração.
Usando a terminologia brasileira, tudo começou com um anúncio pedindo alguém que a inaugurasse definitivamente.

Anuncio engraçado: Virgem procura homem carinhoso para tirar virgindade
30 anos, bonita, 1 namorado, virgindade mal tirada, procura homem muito meigo para romper o resto.

Brincadeira pegou. De tanta mensagem até se torna confuso. Visitas pelos vistos não faltam, ainda não passou uma semana e já se prepara para completar o primeiro milhar …QUE INVEJA ;)

Mas a brincadeira merece reflexão, o tema não deixa de ser interessante.

Perder a virgindade fará diferença no comportamento sexual posterior?

Isto é, se a virgindade tivesse sido bem tirada da primeira vez, o comportamento que teve ao longo destes anos teria sido diferente?

Em que medida é que um hímen condiciona a forma como uma mulher se comporta? (não um íman, como pelos vistos alguns homens o designam, fruto sem dúvida da atracção desenvolvida)

Eu acho que condiciona, de tal forma que existem mulheres que o preferem perder sozinhas. Lembro-me de ter lido um artigo brasileiro sobre isso, já lá vão alguns anos.

Mas também acho que existem níveis diferentes de virgindade, e nem sempre a mais problemática de ser abandonada é a virgindade física.
Psicologicamente, muitas mulheres ficam virgens vidas inteiras, outras precisam de décadas para que o hímen mental se rompa e elas finalmente se entreguem sem receios a uma sexualidade que deveria ser natural.

sábado, novembro 22, 2003

Olhos nos Olhos II

Chico Buarque/1976

Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mas nem porque
E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
'Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz

http://www.chicobuarque.com.br/letras/olhosnos_76.htm

Texturas construídas

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Experiência

“Experiência é o que ganhas quando não ganhas o que querias.”
“Um pessimista é um optimista com experiência.”

Não sei quem disse, mas achei graça…

sexta-feira, novembro 21, 2003

Olhos nos Olhos

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Acabei de ler “Olhos nos Olhos” de Júlio Machado Vaz.
Gostei, estranho seria não ter gostado dado a forma como avidamente sigo tudo o que (publicamente) faz, e o modo como a sua visão da vida me toca.
Experiência longa no contacto com outras vidas permitem-lhe contar histórias inventadas mas tão reais como se efectivamente tivessem acontecido.
E provavelmente aconteceram, não mimeticamente, não em todos os detalhes, não apenas a uma pessoa. Todos nós vamos colhendo a inspiração, vamos tomando lições, das pessoas que connosco se cruzam.
Eu sei que em alguns pontos dos vários contos me senti retratada, senti que existiam pontos de contacto, quer na forma de pensar, sentir, agir … quer mesmo no que posso chamar a “história da minha vida”.
E o que mais me fascinou neste livro é que apesar de ser um conjunto de contos, agradável, de leitura fácil, cativante, que pode ser lidos num sentido puramente recreativo, não deixa de ser um livro sobre sexologia que pretende ter uma função didáctica … e que o consegue, sem dúvida.
Se ainda não leram, não percam!
Não percam também Júlio Machado Vaz em:
Antena 1 – todos os dias da semana, cerca das 9:25 “O amor é…”
Antena 1 – Segunda-feira 23:59 – “olhos nos olhos” com Ana Lamy.
NTV, RTP1, RTPI e RTP Africa – “Estes difíceis amores” nos seguintes horários:

NTV - SABADOS - 22:OO DOMINGOS 19:30
RTP1 - TERÇAS FEIRAS - 1:30 (MADRUGADA DE SEGUNDA PARA TERÇA)
RTP I / RTP AFRICA - SABADOS - 23:45

Feridas

“E todas as feridas cicatrizam!?” comentário de Xupacabras a Cães, gatos e a tristeza

Acho que as feridas podem cicatrizar … mas a pele fica com marcas, mais ou menos vincadas, fica mais débil, mais sujeita, mais sensível.
Com a alma passa-se exactamente o mesmo, depois da chaga aberta nunca voltaremos ao ponto de partida, aquele que éramos antes de sermos feridos.
Saudades fortes que ficam de alguém que deixamos de ser, confianças perdidas que se tentam reconquistar mas que são mais frágeis como a epiderme da cicatriz, melancolia sem razão aparente que nos ataca e apanha desprevenidos.
Mas a isso chama-se VIVER. Faz parte do bolo que decidimos provar no momento em que escolhemos respirar.

A pressa do tempo

O meu computador tem pressa que o tempo passe... deve ser vontade de receber prendas de natal.
Adiantou-se um mês, para ele o mês de Dezembro ia já a dois terços. O Natal mesmo a chegar. Deve ser da chuva e do dia cinzento.
E eu sem entender porque é que os post nos blogs estavam complemente malucos.
Melhor, acho que essa seria a razão ... a prova ainda não foi tirada. Só quando colocar este post on-line é que terei certeza.

quinta-feira, novembro 20, 2003

Erro...erro...erro

Não é que fiquei com o mesmo post colocado 4 vezes?
E como não sei apagar ... só me resta escrever qualquer coisa em seu lugar.
:)

Erro .........

"What's your element"

water
Your element is Water. You are a deep person and a
good communicator. Incredibably loving and
loyal when your trust is gained and you are
fairly mature.Myterious to the utmost water is
in everything. One can be an Ocean or a river
but nobody truly knows you.


What's your element
brought to you by Quizilla

Água?
Acho que sim, que será com a água que mais me identifico, onde melhor me sinto.
Estou a gostar destes testes … afinal já são duas certas em dois testes.
Já fizeram o teste? E qual é o vosso elemento?