Não resisti a "roubar" esta foto aqui.
quinta-feira, março 11, 2004
quarta-feira, março 10, 2004
A Confiança
Ao ler este post (SEM TÍTULO- 3/9/2004) da Didas, lembrei-me de um texto meu. Outras palavras mas, para mim, uma sensação idêntica, um recuar no tempo, um sentir que existe algo mais forte que se nos sobrepõe.
Que tudo se resolva, é o que te desejo.
Que tudo se resolva, é o que te desejo.
A confiança é algo efémero!
Quando parece que tudo está sob controlo, que finalmente iremos conseguir realizar alguns dos nossos desejos, algo acontece para nos lembrar que somos títeres nas mãos de uma qualquer entidade.
O destino nunca nos pertenceu, os percursos que fazemos não são vontade nossa, mas uma reacção aos obstáculos que nos vão sendo colocados no caminho.
O que fazemos, o que queremos, é sempre um resultado condicionado por tudo o que nos acontece.
Na adolescência pensava poder vir a ser dona do meu destino, no momento em que deixasse de estar dependente dos pais. Foi sonho curto, desfeito ainda no limiar da vida adulta.
Os sonhos grandiosos de um dia conquistar o mundo, de ser alguém diferente, único, depressa se desvaneceram.
A vida tem que ser vivida momento a momento. Planos não são possíveis, apenas objectivos em traços largos.
Mas desistir dos sonhos, nunca!
Isso é que me dá alento para superar todas as provações.
Nem sempre o caminho entre dois pontos é uma linha recta, pensando bem, nunca o é. Pode ser uma linha, mais ou menos curva, mais ou menos sinuosa, mas sempre uma curva.
Mas, se não perdermos o ponto de onde partimos e o ponto onde queremos chegar, o percurso é possível.
Gosto de pensar que isto é verdade, consola-me, devolve-me um pouco da confiança retirada.
domingo, março 07, 2004
Ser mulher!
Nunca dei grande importância ao dia da mulher, nem à necessidade da existência de um dia que celebrasse as mulheres. A minha ideia de igualdade dizia-me que se não existia um dia que celebrasse o homem porque haveria um dia especialmente dedicado às mulheres. Mesmo a discriminação positiva é uma discriminação porque evidencia o facto de haver necessidade de impor qualquer coisa, quer ela seja uma cota de sexos, de raças, de limitações físicas ou mentais, de crenças…quer ela seja um dia para pensar especialmente em alguém ou em algo.
Com a idade os olhos vão-se abrindo para outras realidades que não só as que me rodeiam, e vou constatando que são necessários símbolos para fazerem as ideias perdurarem e singrarem. Que existem muitas mulheres para quem, mesmo que seja num único dia do ano, um tratamento especial será bem acolhido. Não celebro o dia da mulher mas hoje apetece-me falar dele, apetece-me falar delas, apetece-me falar de nós.
O que é ser mulher neste início do século XXI?
Seguramente coisas muito diferentes para cada uma de nós. Não existe um “Ser Mulher”, mas vários certamente. Cada uma terá os seus trunfos e as suas derrotas a relatar na relação entre sexos. As vitórias de umas serão derrotas para outras, o não ter conseguido passar a mensagem. O homem que ajuda em casa para algumas será a conquista, mas para outras será o homem que SÓ ajuda, que não faz, que não toma a seu cargo a responsabilidade de pensar e executar, que só ajuda quando alguém pede ou já está a fazer.
E profissionalmente também temos visões diferentes, sem dúvida. Algumas terão prazer (e a possibilidade) em ficar em casa e apreciar o crescimento dos filhos, outras preferem a emoção de uma ocupação agitada, o contacto com muita gente, desafios, obstáculos a ultrapassar, o prazer da conquista, e há também as que gostam de tudo um pouco e conciliam uma vida em casa com os filhos e uma profissão gerida à distância, ou desenvolvida em casa, ou a tempo parcial. Nem sempre cada uma tem o que prefere, o que teria sido uma opção. Nas oportunidades também não existe igualdade, nem entre sexos nem dentro do mesmo sexo. Vamos gerindo o que nos é dado e o que é conquistado da melhor forma. O que TODAS buscamos, acho que é igual ao que TODOS buscamos, A FELICIDADE, que mais poderia ser! Uma palavra que engloba tudo o que lá quisermos colocar, tanto ou tão pouco.
Para mim ser mulher é ser eu própria, é sentir com força a vida, é fazer o que gosto, como gosto, é assumir que sou diferente e apreciar essa diferença. É dividir-me entre tudo o que gosto, repartir-me pelos muitos objectivos que tenho. É apreciar a sensualidade, a emotividade mas também a razão e a lógica. É gostar de partilhar, de ensinar e de aprender. É apreciar a companhia, mas também os tempos que passo só comigo. Esta é quem eu sou, e sou MULHER.
E vocês quem são?
-----------
Dia Internacional da Mulher – a história.
Com a idade os olhos vão-se abrindo para outras realidades que não só as que me rodeiam, e vou constatando que são necessários símbolos para fazerem as ideias perdurarem e singrarem. Que existem muitas mulheres para quem, mesmo que seja num único dia do ano, um tratamento especial será bem acolhido. Não celebro o dia da mulher mas hoje apetece-me falar dele, apetece-me falar delas, apetece-me falar de nós.
O que é ser mulher neste início do século XXI?
Seguramente coisas muito diferentes para cada uma de nós. Não existe um “Ser Mulher”, mas vários certamente. Cada uma terá os seus trunfos e as suas derrotas a relatar na relação entre sexos. As vitórias de umas serão derrotas para outras, o não ter conseguido passar a mensagem. O homem que ajuda em casa para algumas será a conquista, mas para outras será o homem que SÓ ajuda, que não faz, que não toma a seu cargo a responsabilidade de pensar e executar, que só ajuda quando alguém pede ou já está a fazer.
E profissionalmente também temos visões diferentes, sem dúvida. Algumas terão prazer (e a possibilidade) em ficar em casa e apreciar o crescimento dos filhos, outras preferem a emoção de uma ocupação agitada, o contacto com muita gente, desafios, obstáculos a ultrapassar, o prazer da conquista, e há também as que gostam de tudo um pouco e conciliam uma vida em casa com os filhos e uma profissão gerida à distância, ou desenvolvida em casa, ou a tempo parcial. Nem sempre cada uma tem o que prefere, o que teria sido uma opção. Nas oportunidades também não existe igualdade, nem entre sexos nem dentro do mesmo sexo. Vamos gerindo o que nos é dado e o que é conquistado da melhor forma. O que TODAS buscamos, acho que é igual ao que TODOS buscamos, A FELICIDADE, que mais poderia ser! Uma palavra que engloba tudo o que lá quisermos colocar, tanto ou tão pouco.
Para mim ser mulher é ser eu própria, é sentir com força a vida, é fazer o que gosto, como gosto, é assumir que sou diferente e apreciar essa diferença. É dividir-me entre tudo o que gosto, repartir-me pelos muitos objectivos que tenho. É apreciar a sensualidade, a emotividade mas também a razão e a lógica. É gostar de partilhar, de ensinar e de aprender. É apreciar a companhia, mas também os tempos que passo só comigo. Esta é quem eu sou, e sou MULHER.
E vocês quem são?
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Dia Internacional da Mulher – a história.
Sem título
Hoje de tarde resolvi digitalizar alguns desenhos, com muitos muitos anos, feitos no secundário e no primeiro ano da faculdade. A uma conclusão cheguei. Pequeninos, tem melhor aspecto do que na realidade. Perdem as imperfeições, as cores ganham mais brilho. No caso dos desenhos, posso até melhorar o enquadramento, equilibrar melhor a posição dentro da folha.
Deixo aqui um deles para amostra, uma brincadeira com cores.
Deixo aqui um deles para amostra, uma brincadeira com cores.
sexta-feira, março 05, 2004
O prazer da descoberta
"(...)
Populações geneticamente homogêneas, que procriem majoritariamente ou exclusivamente entre si, sempre serão muito vulneráveis a infecções e defeitos genéticos.
(...)
Quase todos esses vírus de computador que aparecem nas manchetes foram criados para explorar falhas de segurança do Outlook, o programa de email da quase todos os usuários de Internet.
(...)
Um vírus bem sucedido é aquele que consegue fazer o seu hospedeiro circular e infectar o máximo de novos hospedeiros. Se o hospedeiro estiver incapacitado ou morto, ele não poderá espalhar o vírus.
(...)
Hoje em dia, os vírus estão praticamente inofensivos. Atravancam a rede sim, geram um número gigantesco de mensagens de erro, sim. Mas nunca mais ouvi falar de vírus cometendo danos irreversíveis em um computador.
(...)
Não fosse o monopólio da Microsoft e do Outlook, nada disso estaria acontecendo."
Não deixe de ler o texto aqui.
quinta-feira, março 04, 2004
Nós por cá …
Mariana
Já faz tempo que não te escrevo … Já faz tempo que não passo para o papel as longas cartas que te escrevo mentalmente.
Porquê? Porque acho que não posso começar da maneira habitual, como já te deste conta.
“Como estás tu? Nós, por cá, todos bem!”
A segunda frase já deixou de fazer sentido há algum tempo, já nem recordo o dia em que ela fez sentido pela última vez.
“Nós, por cá, todos bem!”
Nós continuamos por cá, mas a distância da minha terra, do meu sol, das minhas alegrias, pesa-me cada vez mais.
Parece que esta noite interminável me escurece também a alma, parece que a temperatura gélida, gela mais do que o meu corpo.
Sinto-me perdida e sem ninguém com quem falar, sem ninguém com quem ter aquelas conversas loucas, noite fora, como costumávamos fazer em casa da tua avó.
Nunca pensei que a barreira da língua pudesse ter um peso tão grande. Eu falo, eu escuto, mas falta-me a eloquência da língua materna, daquela cujos sons nos acompanham desde o ventre da nossa mãe.
Sinto saudades de brincar com as palavras, dos trocadilhos marotos que me conheces. Faço-os agora solitariamente, sem público, sem retorno. Sinto a solidão das palavras que se perdem lentamente, sem ninguém que as escute.
“Nós, por cá …”
Cada vez, somos menos nós e mais, eu e ele. Cada vez mais, menos temos em comum, não os interesses, que esses não mudaram, mas o tempo de os apreciar, o tempo de fazer coisas em conjunto, de rir da loucura do outro.
Somos duas sinusoidais desfasadas e de frequências diferentes. Ocasionalmente encontramo-nos, cruzamo-nos, mas a maior parte do tempo sabemos apenas que o outro existe.
Porque deixei a minha vida chegar a tal ponto? Porque estava distraída, preocupada com pequenos detalhes e não conseguia enxergar a totalidade. Porque achava que tudo estava seguro, que a argamassa era forte e que a casa nunca desabaria. E a argamassa era forte, sim, mas os tijolos eram fracos e foram-se tornando em pó, deixando unicamente um rendilhado do que outrora foram as suas juntas.
Sinto a tua falta, a forma como sempre conseguiste fundir-te connosco, aproximando tudo e todos ainda mais.
“…por cá…”
Temos por cá belas auroras boreais, salmão de óptima qualidade, frio que dispensa frigoríficos, belos homens louros de cativantes olhos claros! Temos por cá paisagens de beleza tão pura que até dói a vista, que até fere a alma.
“Nós…”
Faz-me uma visita, só assim o “nós, por cá” fará sentido de novo. Preciso de ti, preciso do teu abraço, preciso da tua amizade, da tua companhia, do teu calor para derreter estas neves eternas que teimam em cair em avalanche sobre a minha alma.
Da tua amiga que nesta altura te quer mais do que a ela própria.
Madalena
Já faz tempo que não te escrevo … Já faz tempo que não passo para o papel as longas cartas que te escrevo mentalmente.
Porquê? Porque acho que não posso começar da maneira habitual, como já te deste conta.
“Como estás tu? Nós, por cá, todos bem!”
A segunda frase já deixou de fazer sentido há algum tempo, já nem recordo o dia em que ela fez sentido pela última vez.
“Nós, por cá, todos bem!”
Nós continuamos por cá, mas a distância da minha terra, do meu sol, das minhas alegrias, pesa-me cada vez mais.
Parece que esta noite interminável me escurece também a alma, parece que a temperatura gélida, gela mais do que o meu corpo.
Sinto-me perdida e sem ninguém com quem falar, sem ninguém com quem ter aquelas conversas loucas, noite fora, como costumávamos fazer em casa da tua avó.
Nunca pensei que a barreira da língua pudesse ter um peso tão grande. Eu falo, eu escuto, mas falta-me a eloquência da língua materna, daquela cujos sons nos acompanham desde o ventre da nossa mãe.
Sinto saudades de brincar com as palavras, dos trocadilhos marotos que me conheces. Faço-os agora solitariamente, sem público, sem retorno. Sinto a solidão das palavras que se perdem lentamente, sem ninguém que as escute.
“Nós, por cá …”
Cada vez, somos menos nós e mais, eu e ele. Cada vez mais, menos temos em comum, não os interesses, que esses não mudaram, mas o tempo de os apreciar, o tempo de fazer coisas em conjunto, de rir da loucura do outro.
Somos duas sinusoidais desfasadas e de frequências diferentes. Ocasionalmente encontramo-nos, cruzamo-nos, mas a maior parte do tempo sabemos apenas que o outro existe.
Porque deixei a minha vida chegar a tal ponto? Porque estava distraída, preocupada com pequenos detalhes e não conseguia enxergar a totalidade. Porque achava que tudo estava seguro, que a argamassa era forte e que a casa nunca desabaria. E a argamassa era forte, sim, mas os tijolos eram fracos e foram-se tornando em pó, deixando unicamente um rendilhado do que outrora foram as suas juntas.
Sinto a tua falta, a forma como sempre conseguiste fundir-te connosco, aproximando tudo e todos ainda mais.
“…por cá…”
Temos por cá belas auroras boreais, salmão de óptima qualidade, frio que dispensa frigoríficos, belos homens louros de cativantes olhos claros! Temos por cá paisagens de beleza tão pura que até dói a vista, que até fere a alma.
“Nós…”
Faz-me uma visita, só assim o “nós, por cá” fará sentido de novo. Preciso de ti, preciso do teu abraço, preciso da tua amizade, da tua companhia, do teu calor para derreter estas neves eternas que teimam em cair em avalanche sobre a minha alma.
Da tua amiga que nesta altura te quer mais do que a ela própria.
Madalena
quarta-feira, março 03, 2004
Fernão Capelo Gaivota
(E.de Araujoh.)
Como surgiu a inspiração para escrever o livro "Fernão Capelo Gaivota"?
(R.Bach)
Temos muitos níveis dentro de nós.
Esta história foi me dada por um desses níveis.
Cada um tem uma história para contar.
Eu estava procurando quem eu era e a história apareceu para mim como um filme diante de meus olhos. Eu vi o filme brilhante e escrevi tão rápido quanto pude, mas num determinado momento o filme parou e uma parede estava em minha frente.
Foi como este nível tentasse dizer que eu não estava inventando esta história, que esta história não era minha.
Ela estava sendo dada para mim por alguém. É como se eu ouvisse: "Se você acredita que você está inventando esta história tente terminá-la." Eu não podia, eu não conseguia terminar.
Oito anos depois, muito longe de onde eu estava quando a história foi me dada pela primeira vez, às 5 horas da manhã eu acordei. Havia tido um sonho que era o final desta história. Acordei, fui até a máquina de escrever e escrevi o final e pensei: "Isto é o que acontece! Este é o final da história!".
Tive de encontrar este presente sozinho (o final da história) para depois poder compartilhar com outras pessoas, com outras gaivotas.
http://www.conscienciacosmica.com.br/richardbach.htm
Os livros
"Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a humidade, os animais, o tempo e o seu próprio conteúdo."
Paul Valéry
Paul Valéry
terça-feira, março 02, 2004
Depressão
Sentem que um dia é igual ao outro,
que nada existe que os faça ansiar que o tempo passe,
é a monotonia completa e absoluta.
Um descer os braços,
o olhar que não tem vida ...
O quão pouco gostam de si,
daquilo que fazem,
com quem convivem.
é uma vida sem emoção,
uma vida sem sedução,
uma vida de sentidos adormecidos,
de sentimentos encurralados,
Uma vida feita de páginas de calendário,
de projectos adiados,
de planos esquecidos.
(inspirado aqui)
que nada existe que os faça ansiar que o tempo passe,
é a monotonia completa e absoluta.
Um descer os braços,
o olhar que não tem vida ...
O quão pouco gostam de si,
daquilo que fazem,
com quem convivem.
é uma vida sem emoção,
uma vida sem sedução,
uma vida de sentidos adormecidos,
de sentimentos encurralados,
Uma vida feita de páginas de calendário,
de projectos adiados,
de planos esquecidos.
(inspirado aqui)
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