domingo, janeiro 11, 2004

Eu Aprendo ...

“Eu aprendo, tu aprendes, ele aprende...
Pena é que, o tempo de assimilação seja tão prolongado...
Conclusão: toda a gente aprende... tarde demais!”



Vantagens de acreditar na reencarnação, é que existe sempre uma próxima vez” Escutado hoje numa série na televisão

Eu aprendo sempre, nem que seja para fazer uso do ensinamento na minha próxima vida.

Gostei desta :)

Eureka!

Descobriram outro dia que uma das responsáveis pelo fim dos casamentos é a indústria de alimentos. A tecnologia avançada já não permite mais a produção de vidros de maionese, azeitonas ou palmitos difíceis de abrir. Com isso, diminui em larga escala a função de um marido na vida da mulher!

http://www.elasporelas.blogger.com.br/

Origami II

Rua Mártires da Liberdade, nº 120.
Aí fica localizada uma loja pequena, aberta há pouco tempo, chamada Ecoteca.
Aí estavam expostos dragões voadores de todas as cores e não só azuis, que as preferências clubistas não mandam nas dobragens de papéis, que batem as asas quando se lhe puxa o rabo.
Aí estavam sapos que saltam quando se lhes toca na parte traseira, belas flores que se alteram à medida que se vão continuamente desenrolando.

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Um origami – várias formas

Matéria-prima? Papel, simplesmente papel. Desde folhas de revistas, carteiras vazias de açúcar, folhetos de publicidade de casas de moda, papel kraft de embalar o pão, folhas de papel colorido dos blocos de notas, quase todo o papel pode ser dobrado em formas que encantam a nossa imaginação.

Sólidos coloridos dependurados do tecto, marcadores de livros e blocos de notas decorados com minúsculos origamis. A exposição vai continuar lá durante a próxima semana, no horário de funcionamento da loja, 10h00 ás 21h00, de segunda a sábado, visitem se puderem.

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Um caixinha para oferecer um bombom, por exemplo. Não tenho fotos dos dragões que são tão bonitos.

A loja é um cantinho agradável, com alguns artigos, a maior parte da área da papelaria. Os blocos e cadernos Ecoteca podem ser encontrados noutras papelarias e tem um design interessante. Um deles tinha a seguinte frase na capa “não sei para onde vou mas estou a caminho”. Boa máxima!

É também um ponto do bookcrossing, não sei se já ouviram falar? Um sistema de partilha de livros. Lês um livro, gostas e deixas em qualquer lugar para outra pessoa ler a seguir. Tens esse livro registado no site, e cada pessoa que o lê deixará lá os seus comentários. Deve ser interessante ver o que o livro viaja e as diferentes opiniões de quem o lê. Lá estavam livros em francês, inglês e português. Não trouxe nenhum, porque quero, ao faze-lo deixar lá algum, e não ia preparada, mas já trouxe o autocolante.

Podem saber mais sobre a iniciativa neste site



sábado, janeiro 10, 2004

O centro do Porto

O centro da cidade esvazia-se cada vez mais!
Toda a gente sabe que o centro do Porto fica mais deserto à medida que o tempo passa, que as pessoas envelhecem, que os novos deixam o ninho paterno e procuram casa nova nos aforas da cidade. Á medida que os imóveis se degradam e é mais fácil, mais barato e mais rápido, comprar casa nova, mesmo usada, numa zona periférica, do que tentar recuperar um edifício, quase invariavelmente sem garagem, em lote estreito e rua escura, com as demoras dos processos camarários, com o deslizar de prazos e custos de empreitadas, com as burocracias de uma licença de habitabilidade ou de um empréstimo bancário sobre um projecto.

A diminuição de caixas Multibanco no centro da cidade espelha a desertificação, o esvaziar de vida. Menos pessoas, menos comércio, menos dinheiro a circular, menos agências bancárias, menos necessidade de caixas ATM, é uma relação directa de causa e efeito.

Hoje senti assim a mudança no centro da cidade, nas mesmas ruas que outrora percorria diariamente, cheias de gente, de ruído, cheias de vida. Nessas mesmas ruas hoje cheias de uma neblina pálida tão típica do Porto.

As pessoas abandonam o centro na cidade! Não o fiz também eu?
Tento voltar, periodicamente. Ainda existe para mim muito encanto nas ruas estreitas, de granito escuro, traçado irregular. Ainda existem muitas boas recordações pousadas em bancos de jardins, em praças, em esquinas de ruas palco de despedidas diárias de outrora.
Não nasci no Porto, mas sinto o Porto com muita força.
Metade da minha vida já tem esta cidade por cenário.

Origami

Vou sair agora para ver uma exposição de origami.
Enquanto miúda foi algo que me fascinou, mas que nunca aprofundei muito. Tinha um livro que na forra interior da capa tinha esquemas de dobragens de origami, e eu fiz alguns deles, os mais simples. Muito mais tarde, por razões profissionais os origamis vieram ter comigo.

Todos nós já alguma vez fizemos um barco, um copo, um avião, ou mesmo um “cocas”, que abrindo e fechando varias vezes determinava o nosso destino, imediato ou futuro.
Mas a exposição que vou ver agora sei que tem coisas bem mais elaboradas, bem mais interessantes. Depois faço aqui a reportagem.

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Ecoteca - Rua Mártires da Liberdade, 120 – Porto

Crazy...

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quinta-feira, janeiro 08, 2004

An(im)o Novo

Acho que isso sim, ânimo novo o ano novo trouxe!

Tinha escrito esta frase ontem de manhã, animada por uma série de coisas que pareciam finalmente estar a encontrar o seu lugar na minha vida. Animada especialmente pelo jantar da véspera, em roda de amigos, pela diversão que daí tinha resultado.
Mas o corpo não quis captar a energia da mente e os braços foram adquirindo o peso de toneladas, o nariz ficando entupido, a garganta essa, ferida ainda mais com as cantorias da véspera, parecia uma bolinha de dor. Mas pior do que isso tudo era a cabeça, que parecia nem me pertencer, tão distante estava.
Com o corpo assim, quem consegue manter o ânimo?
Só apetece enroscar-me dentro do meu casulo à espera que a Primavera chegue. Só que o dia amanheceu triste e cinzento, frio e chuvoso, que nem um ligeiro odor a Primavera se sente.
Se o sol brilhasse …

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Congratulations

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Acho que este fractal é bonito, não só pela coloração, não só pelo desenho, mas também porque parece tridimensional, porque parece albergar espaço, albergar luz, albergar vida.
Fica aqui como uma pequena prendinha para esta menina aqui que hoje faz anos.
Parabéns!

Puppie

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Não dá vontade de ir tirá-lo dali?

terça-feira, janeiro 06, 2004

Ano Novo

Para mim o ano novo começou verdadeiramente hoje, com a volta ao ritmo de trabalho.
Costuma-se dizer “ano novo, vida nova”, mas comigo o que se passa, em cada ano que muda, é que transporto comigo a vida velha, junto-lhe a vida nova e fico ainda mais preenchida do que antes.
E independentemente dos meus planos para o novo ano, ou da decisão de fazer ou não planos, as pessoas à minha volta também tecem considerações acerca do novo ano acabando por me envolver nos seus projectos.

Ano novo, novas e velhas responsabilidades!
Ano novo, novos e velhos trabalhos!
Ano novo, bons amigos que se mantêm!
Ano novo, prazeres antigos!

Não quero uma vida nova no novo ano, quero manter a vida velha, a vida que já tenho, e melhorá-la onde e se possível. Afinal já investi nela tantos anos que seria desperdício deitar tudo fora e começar de novo, não acham?