Existem vocábulos que tem mais música noutras línguas, tem sons que se aproximam mais do que designam.
“Home” é um som fechado, aconchegante, quente.
“Lar” é aberto, escancarado, cheio de correntes de ar.
sábado, novembro 08, 2003
sexta-feira, novembro 07, 2003
quinta-feira, novembro 06, 2003
Patchwork
É um dos meus hobbies, guardar todos os paninhos que sobram, recorta-los com formas pré-estabelecidas e depois conjuga-los de modo a criar novos padrões.
Gosto de jogar com a regra e com o elemento surpresa. Ver o efeito que a combinação pseudo-aleatória dos diferentes padrões cria.
É um misto de regras e não-regras, de elementos que decido e outros que não consigo controlar.
São regras gerais, as formas, o tamanho, que estruturam e o aleatório da quantidade disponível, das conjugações possíveis que criam um caos.
E gosto que assim seja.
Já não me atrai tanto programar com antecedência, comprar os tecidos na quantidade certa, desenhar, recortar e voltar a juntar. Prefiro brincar com os resto… estar condicionada em vez de livre.
Engraçado, acho que posso fazer a transposição do patchwork para outros campos.
Nos projectos gosto de jogar com as pré-existências. Gosto de descobrir regras gerais, geométricas ou outras e depois brincar dentro desse balizamento.
Se pensar, a natureza também não é diferente disso, existem as regras que são as leis da natureza e depois existe a multitude de cenários que essas regras permitem.
As árvores são sempre diferentes sem nunca deixarem de ser árvores.
Gosto de jogar com a regra e com o elemento surpresa. Ver o efeito que a combinação pseudo-aleatória dos diferentes padrões cria.
É um misto de regras e não-regras, de elementos que decido e outros que não consigo controlar.
São regras gerais, as formas, o tamanho, que estruturam e o aleatório da quantidade disponível, das conjugações possíveis que criam um caos.
E gosto que assim seja.
Já não me atrai tanto programar com antecedência, comprar os tecidos na quantidade certa, desenhar, recortar e voltar a juntar. Prefiro brincar com os resto… estar condicionada em vez de livre.
Engraçado, acho que posso fazer a transposição do patchwork para outros campos.
Nos projectos gosto de jogar com as pré-existências. Gosto de descobrir regras gerais, geométricas ou outras e depois brincar dentro desse balizamento.
Se pensar, a natureza também não é diferente disso, existem as regras que são as leis da natureza e depois existe a multitude de cenários que essas regras permitem.
As árvores são sempre diferentes sem nunca deixarem de ser árvores.
terça-feira, novembro 04, 2003
domingo, novembro 02, 2003
O bem e o mal
Não fui eu quem descobriu isto, vi aqui e resolvi experimentar.
A classificação do meu blog foi esta.
Mas mais engraçado foi ver algumas curiosidades sobre o blog.
Na página principal do blog uso 8279 vogais, 9633 consoantes, 1404 palavras diferentes. A palavra que aparece mais é “que” com 149 vezes, logo seguida de “e” com 133 ocorrências.
Claro que tudo isto será alterado quando eu colocar o presente post.
A classificação do meu blog foi esta.
Mas mais engraçado foi ver algumas curiosidades sobre o blog.
Na página principal do blog uso 8279 vogais, 9633 consoantes, 1404 palavras diferentes. A palavra que aparece mais é “que” com 149 vezes, logo seguida de “e” com 133 ocorrências.
Claro que tudo isto será alterado quando eu colocar o presente post.
sábado, novembro 01, 2003
Fragmentos
Este texto faz parte de um blog brasileiro que me dá gosto visitar. Elas por Elas. Como não dá para fazer links directos ao texto, copiei-o para aqui. E já agora que estava a mexer nele, aproveitei e acrescentei umas consoantes, para lhe dar um paladar mais português.
Fragmentos sobre o afecto
”Afecto não é só um sentimento bacana que você tem por alguém muito querido. É também aquilo te afecta.
Actualmente, tudo me afecta. A flor que acabou de desabrochar, o vermelho do pôr-do-sol em São Paulo , a beleza do mar encrespado no Rio, num dia de semi-névoa. A gatinha persa que pula no meu colo no café da manhã. O agudo da Maria Rita em "Santa Chuva". O solo do Coltrane. A abertura da ópera de Wagner.
Parece óptimo: a sensibilidade à flor da pele, a capacidade de sentir aguçada, a percepção do mundo na ponta dos dedos. Mas sensibilidade não é como cigarro, e não vendem sensibilidade com filtro na padaria da esquina.
Por isso, também me afecta quando alguém usa um tom mais estridente na voz, ou um jeito meio estranho de me olhar. Até um silêncio fora de lugar me incomoda. Pior do que isso, me dói.
Se não posso filtrar o que me afecta, se tudo me afecta, no fim tudo me “stressa” de um jeito que me faz não suportar mais o mundo. Sensibilidade demais me afecta demais.
Aos olhos da maioria, parece pura frescura. Mas é como se o mundo me invadisse pelos poros, e me impregnasse tanto e a tal ponto de se tornar insuportável. Qualquer desvio, qualquer palavra fora de lugar me afecta. E ocupa tanto espaço que falta lugar para o meu próprio afecto.”
Fragmentos sobre o afecto
”Afecto não é só um sentimento bacana que você tem por alguém muito querido. É também aquilo te afecta.
Actualmente, tudo me afecta. A flor que acabou de desabrochar, o vermelho do pôr-do-sol em São Paulo , a beleza do mar encrespado no Rio, num dia de semi-névoa. A gatinha persa que pula no meu colo no café da manhã. O agudo da Maria Rita em "Santa Chuva". O solo do Coltrane. A abertura da ópera de Wagner.
Parece óptimo: a sensibilidade à flor da pele, a capacidade de sentir aguçada, a percepção do mundo na ponta dos dedos. Mas sensibilidade não é como cigarro, e não vendem sensibilidade com filtro na padaria da esquina.
Por isso, também me afecta quando alguém usa um tom mais estridente na voz, ou um jeito meio estranho de me olhar. Até um silêncio fora de lugar me incomoda. Pior do que isso, me dói.
Se não posso filtrar o que me afecta, se tudo me afecta, no fim tudo me “stressa” de um jeito que me faz não suportar mais o mundo. Sensibilidade demais me afecta demais.
Aos olhos da maioria, parece pura frescura. Mas é como se o mundo me invadisse pelos poros, e me impregnasse tanto e a tal ponto de se tornar insuportável. Qualquer desvio, qualquer palavra fora de lugar me afecta. E ocupa tanto espaço que falta lugar para o meu próprio afecto.”
Ginger and Fred
De passagem por um blog (Pegada na areia) que acho, para alem de profícuo em post (mais do que eu, pelo menos), interessante pela diversidade de assuntos que vai abordando, encontrei referência à obra de Frank Gehry.
O assunto está na ordem do dia, mercê da possibilidade de um projecto dele em Lisboa, nem preciso referir qual.
Num post datado do dia 28 de Outubro, intitulado de “Mau presságio”…, falava-se de um dos projectos dele, em Praga, e do modo como ficara assustada pelo aspecto do mesmo nas fotografias encontradas na Internet.
Deixei lá o seguinte comentário:
Acho que decididamente as fotos (lá estão) não são as melhores. Falta-lhe o sol do dia que por lá passei, falta a variedade de perspectivas que o passeio permite. Falta-lhe o pormenor, falta-lhe cor.
Mas claro que gostos não se discutem, e a força das obras de arquitectura reside no facto de levar as pessoas a tomarem posições, a reagirem.
Que comentários foram feitos sobre os edifícios vizinhos?
Ficam aqui mais algumas imagens.
Acho que independentemente de se gostar ou não da obra de Gehry, um valor deve ser reconhecido à controvérsia criada em Portugal em torno da adjudicação do projecto e da sua obra, que foi o facto de trazer para a praça pública o tema da arquitectura.
O assunto está na ordem do dia, mercê da possibilidade de um projecto dele em Lisboa, nem preciso referir qual.
Num post datado do dia 28 de Outubro, intitulado de “Mau presságio”…, falava-se de um dos projectos dele, em Praga, e do modo como ficara assustada pelo aspecto do mesmo nas fotografias encontradas na Internet.
Deixei lá o seguinte comentário:
Acho que decididamente as fotos (lá estão) não são as melhores. Falta-lhe o sol do dia que por lá passei, falta a variedade de perspectivas que o passeio permite. Falta-lhe o pormenor, falta-lhe cor.
Mas claro que gostos não se discutem, e a força das obras de arquitectura reside no facto de levar as pessoas a tomarem posições, a reagirem.
Que comentários foram feitos sobre os edifícios vizinhos?
Ficam aqui mais algumas imagens.
Acho que independentemente de se gostar ou não da obra de Gehry, um valor deve ser reconhecido à controvérsia criada em Portugal em torno da adjudicação do projecto e da sua obra, que foi o facto de trazer para a praça pública o tema da arquitectura.
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