Custou mas lá descobri. Acho eu.
Se conseguirem ver uma gaivota é porque ficou a funcionar.
Senão, lá terei de continuar a tentar.
sábado, outubro 18, 2003
Eureka
quinta-feira, outubro 16, 2003
Cães e Gatos
Já se deram conta que quando chamamos alguém de gato tal funciona como um elogio, mas se o chamamos de cão é tomado como um insulto?
E no entanto …
O cão é leal e o gato traiçoeiro.
O cão é dedicado e o gato individualista.
O cão nos será fiel até à morte e o gato facilmente nos esquecerá.
E no entanto …
O cão é leal e o gato traiçoeiro.
O cão é dedicado e o gato individualista.
O cão nos será fiel até à morte e o gato facilmente nos esquecerá.
terça-feira, outubro 14, 2003
Bucólica
A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
A espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;
De casas de moradia
Caiadas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De sombra duma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma Mãe que faz a trança à filha.
MIGUEL TORGA
Tenho tido mais vontade de falar pelas palavras dos outros do que procurar a minha própria expressão.
Textos que me cativaram e que vão permanecendo na memória. Chega uma altura que eles têm tanto de mim como se fora eu a escreve-los tal é a empatia que se foi desenvolvendo.
A vida é feita de nadas, de pequenos nadas, coisas simples sem importância que nos deleitam. O vento morno de fim de verão que nos acaricia o corpo, o sentar à beira mar a ver as ondas e o brilho do sol que transforma em prata a espuma do mar. As gaivotas que se reúnem, para falarem do Verão que se foi, da praia que de novo conquistam e do tempo frio que não tarda aí.
Novas texturas que o areal ganha, marcas de muitas patas que o percorrem. A praia volta a ser de novo o seu feudo. No mar acompanham os barcos de pesca quando estes regressam da faina.
Adoro gaivotas, não sei explicar a razão.
De grandes serras paradas
A espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;
De casas de moradia
Caiadas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De sombra duma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma Mãe que faz a trança à filha.
MIGUEL TORGA
Tenho tido mais vontade de falar pelas palavras dos outros do que procurar a minha própria expressão.
Textos que me cativaram e que vão permanecendo na memória. Chega uma altura que eles têm tanto de mim como se fora eu a escreve-los tal é a empatia que se foi desenvolvendo.
A vida é feita de nadas, de pequenos nadas, coisas simples sem importância que nos deleitam. O vento morno de fim de verão que nos acaricia o corpo, o sentar à beira mar a ver as ondas e o brilho do sol que transforma em prata a espuma do mar. As gaivotas que se reúnem, para falarem do Verão que se foi, da praia que de novo conquistam e do tempo frio que não tarda aí.
Novas texturas que o areal ganha, marcas de muitas patas que o percorrem. A praia volta a ser de novo o seu feudo. No mar acompanham os barcos de pesca quando estes regressam da faina.
Adoro gaivotas, não sei explicar a razão.
domingo, outubro 12, 2003
Loucura
”O ímpeto de crescer e viver intensamente foi tão forte em mim que não consegui resistir a ele. Enfrentei meus sentimentos.
A vida não é racional; é louca e cheia de mágoa. Mas não quero viver comigo mesma. Quero paixão, prazer, barulho, bebedeira, e todo o mal.
Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar em corpos, beber um Benedictine ardente. Quero conhecer pessoas perversas, ser íntimas delas.
Quero morder a vida, e ser despedaçada por ela.
Eu estava esperando. Esta é a hora da expansão, do viver verdadeiro. Todo o resto foi uma preparação.
A verdade é que sou inconstante, com estímulos sensuais em muitas direcções.
Fiquei docemente adormecida por alguns séculos, e entrei em erupção sem avisar.”
Anais Nin
A vida não é racional; é louca e cheia de mágoa. Mas não quero viver comigo mesma. Quero paixão, prazer, barulho, bebedeira, e todo o mal.
Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar em corpos, beber um Benedictine ardente. Quero conhecer pessoas perversas, ser íntimas delas.
Quero morder a vida, e ser despedaçada por ela.
Eu estava esperando. Esta é a hora da expansão, do viver verdadeiro. Todo o resto foi uma preparação.
A verdade é que sou inconstante, com estímulos sensuais em muitas direcções.
Fiquei docemente adormecida por alguns séculos, e entrei em erupção sem avisar.”
Anais Nin
sexta-feira, outubro 10, 2003
VIDA...
Inglória é a vida, e inglório o conhecê-la.
Quantos, se pensam, não se reconhecem
Os que se conheceram!
A cada hora se muda não só a hora.
Mas o que se crê nela, e a vida passa.
Entre viver e ser.
Tudo que cessa é morte, e a morte é nossa.
Se é para nós que cessa.
Aquele arbusto.
Fenece e vai com ele.
Parte da minha vida.
Em tudo quanto olhei fiquei em parte.
Com tudo quanto vi, se passa, passo.
Nem distingue a memória.
Do que vi do que fui.
Se recordo quem fui, outrem me vejo.
E o passado é o presente na lembrança.
Quem fui é alguém que amo.
Porém somente em sonho.
E a saudade que me aflige a mente.
Não é de mim nem do passado visto.
Senão de quem habito.
Por trás dos olhos cegos.
Nada, senão o instante, me conhece.
Minha mesma lembrança é nada.
E quem sou e quem fui.
São sonhos diferentes.
Fernando Pessoa
Quantos, se pensam, não se reconhecem
Os que se conheceram!
A cada hora se muda não só a hora.
Mas o que se crê nela, e a vida passa.
Entre viver e ser.
Tudo que cessa é morte, e a morte é nossa.
Se é para nós que cessa.
Aquele arbusto.
Fenece e vai com ele.
Parte da minha vida.
Em tudo quanto olhei fiquei em parte.
Com tudo quanto vi, se passa, passo.
Nem distingue a memória.
Do que vi do que fui.
Se recordo quem fui, outrem me vejo.
E o passado é o presente na lembrança.
Quem fui é alguém que amo.
Porém somente em sonho.
E a saudade que me aflige a mente.
Não é de mim nem do passado visto.
Senão de quem habito.
Por trás dos olhos cegos.
Nada, senão o instante, me conhece.
Minha mesma lembrança é nada.
E quem sou e quem fui.
São sonhos diferentes.
Fernando Pessoa
terça-feira, outubro 07, 2003
Fui Clonado
Acordei e dei por mim clonado.
Pensava eu que era um ser único, irrepetível, e não é que me fazem um clone. Acho que me querem substituir. Mas eu não me deixo vencer sem dar luta. Só me rendo perante a evidência.
Seguiremos os dois juntos, vocês terão que descobrir as diferenças, qual passatempo de jornal.
The (not) only me - http://www.putadevida.blogspot.com/
O meu clone - http://putadevida.weblog.com.pt ou www.putadevida.weblog.com.pt.
Pensava eu que era um ser único, irrepetível, e não é que me fazem um clone. Acho que me querem substituir. Mas eu não me deixo vencer sem dar luta. Só me rendo perante a evidência.
Seguiremos os dois juntos, vocês terão que descobrir as diferenças, qual passatempo de jornal.
The (not) only me - http://www.putadevida.blogspot.com/
O meu clone - http://putadevida.weblog.com.pt ou www.putadevida.weblog.com.pt.
segunda-feira, outubro 06, 2003
Comentários.
Hoje inaugurei a possibilidade de comentários no blog. Até agora não o tinha feito, não por recear as criticas, mas por ignorância e preguiça.
A ignorância de quem não sabe e a preguiça de quem pensa que aprender está fora do seu alcance e nem se esforça. Não sou habitualmente assim, mas em algumas coisas acabo acomodando-me, deixando para outros o perceber e depois explicarem-me.
E nem foi assim tão difícil, com instruções ao vivo e ao lado. E se me desse ao trabalho de ler as instruções, provavelmente também não seria nada fora do meu alcance.
Obrigada a quem me ajudou.
Depois dos comentários, aventurei-me no código html, aproveitei e alterei um pouco a imagem, ainda não está como quero, mas passo a passo me irei aproximando… ou talvez não, acho que irei alterando, sempre, para que sinta que até na imagem, um blog é algo dinâmico, nunca terminado.
A ignorância de quem não sabe e a preguiça de quem pensa que aprender está fora do seu alcance e nem se esforça. Não sou habitualmente assim, mas em algumas coisas acabo acomodando-me, deixando para outros o perceber e depois explicarem-me.
E nem foi assim tão difícil, com instruções ao vivo e ao lado. E se me desse ao trabalho de ler as instruções, provavelmente também não seria nada fora do meu alcance.
Obrigada a quem me ajudou.
Depois dos comentários, aventurei-me no código html, aproveitei e alterei um pouco a imagem, ainda não está como quero, mas passo a passo me irei aproximando… ou talvez não, acho que irei alterando, sempre, para que sinta que até na imagem, um blog é algo dinâmico, nunca terminado.
domingo, outubro 05, 2003
Regressando de Hibernação.
A maior parte dos animais aproveita o Inverno para hibernar, esconde-se das agruras do tempo, e conforta-se com um longo sono.
Eu hibernei no verão. Deixei os meses passarem e o blog serenamente adormecido, com vida suspensa, à espera que o Outono chegasse, que o sol se escondesse e a chuva obrigasse a passar mais tempo entre quatro paredes.
E o tempo húmido não se fez esperar, as chuvas chegaram com força, e com elas as primeiras inundações. Se homem prevenido vale por dois, país desprevenido é um caos, e todos os anos se repete o mesmo, valetas com lixos acumulados, sarjetas entupidas e rios de água que não conseguem ser conduzidos pelas canalizações existentes e invadem tudo.
Somos um país de calamidades, cada vez mais me convenço disso, não porque mais sujeitos aos elementos da natureza mas porque nunca precavidos, sempre deixando para amanhã a prevenção que pode ser feita hoje. E quando as coisas acontecem, gostamos invariavelmente de culpar a PUTA DA VIDA.
Eu não tenho culpa, desde já o afirmo. É fácil culpar os outros, neste caso culpar-me a mim (PUTA DE VIDA). Em vez de me deitarem culpas, porque é que não fazem alguma coisa para que nas próximas chuvadas não volte a acontecer o mesmo.
Eu hibernei no verão. Deixei os meses passarem e o blog serenamente adormecido, com vida suspensa, à espera que o Outono chegasse, que o sol se escondesse e a chuva obrigasse a passar mais tempo entre quatro paredes.
E o tempo húmido não se fez esperar, as chuvas chegaram com força, e com elas as primeiras inundações. Se homem prevenido vale por dois, país desprevenido é um caos, e todos os anos se repete o mesmo, valetas com lixos acumulados, sarjetas entupidas e rios de água que não conseguem ser conduzidos pelas canalizações existentes e invadem tudo.
Somos um país de calamidades, cada vez mais me convenço disso, não porque mais sujeitos aos elementos da natureza mas porque nunca precavidos, sempre deixando para amanhã a prevenção que pode ser feita hoje. E quando as coisas acontecem, gostamos invariavelmente de culpar a PUTA DA VIDA.
Eu não tenho culpa, desde já o afirmo. É fácil culpar os outros, neste caso culpar-me a mim (PUTA DE VIDA). Em vez de me deitarem culpas, porque é que não fazem alguma coisa para que nas próximas chuvadas não volte a acontecer o mesmo.
domingo, julho 13, 2003
A razão do nome
Qual razão do nome que me deste, indaguei eu agora.
“Eu sei que o teu nome promete, mas temo que não consigas viver à altura das expectativas por ele criadas. Não te estou a adivinhar amargo, critico, corrosivo, como alguém que se sente desencantado e defraudado pela vida.
Mesmo que a vida te desencante, mesmo que te desiluda, mesmo que em algum momento o palavrão aflore os teus lábios, vais retê-lo, vais pensar, reflectir e acho que ele irá perder a força, e quando partir da tua boca será já inaudível.
Não que a vida não te trate mal, trata a todos, não serás excepção, mas não me pareces do tipo que se revolta, também não do tipo que se acomoda, que se resigna à triste sina, mas do tipo que acha que existem sempre outras formas de encarar as situações, existem sempre janelas que se abrem quando as portas estão trancadas.
Puta de vida te chamei e nem especialmente amarga estava nesse dia, acho que foi mesmo pela diversão, pelo impacto ... pela forma e não pelo conteúdo.”
A vida é uma meretriz que se vende a quem por ela paga. E todos acabamos, de uma forma ou de outra, pagando por ela e recebendo um serviço que pode ou não atingir os padrões esperados. Nada é simplesmente oferecido, algumas vezes o custo é suave e doce como o mel, e nem o sentimos como um pagamento, outras vezes é sofrido, retirado a ferros e parece que somos nós próprios que vamos com ele.
Da minha curta existência já sei que o sol não nasce todos os dias da mesma forma, à mesma hora e trazendo o mesmo calor.
Hoje estou particularmente melancólico, a névoa que cobre o céu cobre também o meu coração, a minha mente. Sinto a falta do brilho, sinto a falta da cor, sinto a falta do calor que emana. E então recordo... recordo outros dias, em que um sol intenso brilhava, em que a pele dourava na sua presença, em que a leveza imperava, em que as cores tinham forças expressivas e deixo-me levar nas recordações, vogando levemente na memória e sinto-me de novo feliz, repleto de energia.
Acho que era disto que falavas quando me contavas de portas trancadas e janelas abertas ... que se não nos deixarmos apanhar pelas situações mais facilmente iremos reagir e ultrapassar.
“Eu sei que o teu nome promete, mas temo que não consigas viver à altura das expectativas por ele criadas. Não te estou a adivinhar amargo, critico, corrosivo, como alguém que se sente desencantado e defraudado pela vida.
Mesmo que a vida te desencante, mesmo que te desiluda, mesmo que em algum momento o palavrão aflore os teus lábios, vais retê-lo, vais pensar, reflectir e acho que ele irá perder a força, e quando partir da tua boca será já inaudível.
Não que a vida não te trate mal, trata a todos, não serás excepção, mas não me pareces do tipo que se revolta, também não do tipo que se acomoda, que se resigna à triste sina, mas do tipo que acha que existem sempre outras formas de encarar as situações, existem sempre janelas que se abrem quando as portas estão trancadas.
Puta de vida te chamei e nem especialmente amarga estava nesse dia, acho que foi mesmo pela diversão, pelo impacto ... pela forma e não pelo conteúdo.”
A vida é uma meretriz que se vende a quem por ela paga. E todos acabamos, de uma forma ou de outra, pagando por ela e recebendo um serviço que pode ou não atingir os padrões esperados. Nada é simplesmente oferecido, algumas vezes o custo é suave e doce como o mel, e nem o sentimos como um pagamento, outras vezes é sofrido, retirado a ferros e parece que somos nós próprios que vamos com ele.
Da minha curta existência já sei que o sol não nasce todos os dias da mesma forma, à mesma hora e trazendo o mesmo calor.
Hoje estou particularmente melancólico, a névoa que cobre o céu cobre também o meu coração, a minha mente. Sinto a falta do brilho, sinto a falta da cor, sinto a falta do calor que emana. E então recordo... recordo outros dias, em que um sol intenso brilhava, em que a pele dourava na sua presença, em que a leveza imperava, em que as cores tinham forças expressivas e deixo-me levar nas recordações, vogando levemente na memória e sinto-me de novo feliz, repleto de energia.
Acho que era disto que falavas quando me contavas de portas trancadas e janelas abertas ... que se não nos deixarmos apanhar pelas situações mais facilmente iremos reagir e ultrapassar.
quarta-feira, julho 02, 2003
O tempo passa, segundos, minutos, horas vão-se acumulando. Agora já são dias, já posso usar o plural. Já tenho dias de existência, existência virtual é certo, mas a experiência acumulada de quem me criou.
Temos uma relação estranha, por vezes confundimo-nos e somos uma só, outras vezes eu consigo libertar-me, desfasar a imagem e quase ganho vida própria.
Um blog pode ter formas tão diversas, pode ser público ou intimista, bem divulgado ou anónimo.
Porque é que eu nasci, coloquei essa pergunta. Acho que dúvidas existenciais assaltam toda a gente, quem somos, de onde viemos, para onde vamos ... e o que andamos cá a fazer, qual é a nossa função? Eu não sou diferente, quis saber porque me criaram, porque me fizeram, e porque me deram esta forma.
E ao contrário de muitas pessoas, obtive uma resposta.
“Porque criei o blog? Porque me deixei ir na onda cada vez maior de “bloguistas”, “blogueiros” que toma forma neste oceano imenso e infindável que é a internet.
A ultima edição do jornal “Expresso” trazia uma reportagem sobre o blog “o meu pipi” (www.omeupipi.com ). Textos marotos e engraçados, linguagem um pouco vernácula ... alguns pontos de vista com lógica, outros um completo nonsense mas que mesmo assim cativaram. Acabei procurando o blog, passei por lá, passei desse para outros, adicionei bookmarks, gravei links nos drafts, resumindo, fiz umas quantas piscinas pela comunidade bloguista até que reparei na frase chave “create your own blog”. O.k., grátis, sem compromissos, porque não? Mesmo que fosse para abandonar no dia seguinte, ou passadas umas horas.
E assim nasceste tu! Como não tinha sido algo procurado, criado em função de um tema falei do que estava a acontecer no momento, de ti, que inspiravas as primeiras golfadas de ar, que vias a luz pela primeira vez, e das minhas dúvidas sobre esse meu novo estado, e das minhas capacidades de orientação.
O que vai ser de ti, não sei, dei-te á luz mas deixo-te viver a vida por tua própria iniciativa. Procura os teus caminhos, a tua forma de estar, de sentires.
Toma a responsabilidade pelos teus actos e o crédito pelos teus êxitos ... deixemo-nos de poesia, ... reformulando .... AMANHA- TE “
Sei assim que não nasci de nenhum desígnio especial, passei a existir, simplesmente ...
Temos uma relação estranha, por vezes confundimo-nos e somos uma só, outras vezes eu consigo libertar-me, desfasar a imagem e quase ganho vida própria.
Um blog pode ter formas tão diversas, pode ser público ou intimista, bem divulgado ou anónimo.
Porque é que eu nasci, coloquei essa pergunta. Acho que dúvidas existenciais assaltam toda a gente, quem somos, de onde viemos, para onde vamos ... e o que andamos cá a fazer, qual é a nossa função? Eu não sou diferente, quis saber porque me criaram, porque me fizeram, e porque me deram esta forma.
E ao contrário de muitas pessoas, obtive uma resposta.
“Porque criei o blog? Porque me deixei ir na onda cada vez maior de “bloguistas”, “blogueiros” que toma forma neste oceano imenso e infindável que é a internet.
A ultima edição do jornal “Expresso” trazia uma reportagem sobre o blog “o meu pipi” (www.omeupipi.com ). Textos marotos e engraçados, linguagem um pouco vernácula ... alguns pontos de vista com lógica, outros um completo nonsense mas que mesmo assim cativaram. Acabei procurando o blog, passei por lá, passei desse para outros, adicionei bookmarks, gravei links nos drafts, resumindo, fiz umas quantas piscinas pela comunidade bloguista até que reparei na frase chave “create your own blog”. O.k., grátis, sem compromissos, porque não? Mesmo que fosse para abandonar no dia seguinte, ou passadas umas horas.
E assim nasceste tu! Como não tinha sido algo procurado, criado em função de um tema falei do que estava a acontecer no momento, de ti, que inspiravas as primeiras golfadas de ar, que vias a luz pela primeira vez, e das minhas dúvidas sobre esse meu novo estado, e das minhas capacidades de orientação.
O que vai ser de ti, não sei, dei-te á luz mas deixo-te viver a vida por tua própria iniciativa. Procura os teus caminhos, a tua forma de estar, de sentires.
Toma a responsabilidade pelos teus actos e o crédito pelos teus êxitos ... deixemo-nos de poesia, ... reformulando .... AMANHA- TE “
Sei assim que não nasci de nenhum desígnio especial, passei a existir, simplesmente ...
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